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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Propriedades das Especiarias

 

Vários estudos realizados em universidades da Alemanha, França, Ásia, Estados Unidos e Brasil têm comprovado o que os nossos antepassados já intuíam: as ervas aromáticas e as especiarias possuem princípios ativos com propriedades medicinais.

Vale mencionar que dentre todos os alimentos da Dieta do Mediterrâneo, as ervas e especiarias estão presentes, juntamente com o azeite de oliva. Além do aroma e sabor que conferem à culinária, seu uso é bastante interessante na redução do consumo de Sal.

Outra propriedade é a capacidade de auxiliar no processo digestivo. Presentes nos cardápios, elas estimulam a produção de enzimas envolvidas na digestão e assim facilitam a absorção dos diversos nutrientes. Na culinária, devem ser usadas com equilíbrio para destacarem o sabor de um prato e nunca para sobrepujar seu sabor.

As ervas frescas devem ser picadas o mais perto possível da hora de servir e serem acrescentadas à preparação no final do cozimento, para assim evitar que seu gosto e seus componentes medicinais se percam. No caso de preparações que não necessitem de cozimento, devem ser colocadas bem antes da hora de servir, para que possam misturar-se e dar seu sabor aos outros ingredientes. As ervas secas costumam ser acrescentadas no começo do processo de cozimento.

Tipos, propriedades medicinais e uso culinário:

• Açafrão: antioxidante, anti inflamatório, é auxiliar no tratamento da prisão de ventre.
Uso: arroz, sopas, saladas, carnes, pães.

• Aipo: digestivo, indicado para flatulência (gases), diurético.

Uso: sopas, minestrone e salpicão.
• Alecrim: digestivo, antioxidante, estimulante, ativador da circulação sanguínea, anti depressivo e anticéptico.

Uso: carnes e massas
• Manjericão: digestivo, sedativo, tónico, baixa a febre; é auxiliar no tratamento de infecções bacterianas e parasitas intestinais.

Uso: tomates, massas, berinjela, peixes de carne firme.
• Alho: antioxidante e digestivo; melhora a circulação sanguínea e purifica o sangue.

Uso: carnes, aves, molhos em geral e refogados.
• Baunilha: estimulante, afrodisíaca e digestiva.

Uso: perfumar bolos, doces, cremes, bebidas e licores.
• Canela: digestiva e antioxidante; ajuda a prevenir osteoporose, a controlar a pressão sanguínea e a aliviar sintomas da menopausa.

Uso: compotas, infusões, marinadas, pickles e ensopados (em casca) e bolos, pães, biscoitos e doces (em pó).
• Cardamomo: antioxidante, estimulante e digestivo.

Uso: pratos indianos, tortas e bolos escandinavos, carne de carneiro e porco, fígado, peixes e sopas, arroz, bolachas, licores, café, conservas de arenque e saladas de frutas.
• Cebola: antioxidante e digestiva.

Uso: pratos salgados.
• Coentro: antioxidante, digestivo, auxiliar no tratamento da ansiedade, moderador de apetite.

Uso: peixes, frutos do mar, molhos, sopas, carnes, aves, pães.
• Cominho: diurético, auxiliar no tratamento de gases.

Uso: molhos, cremes, peixes, carnes, assados, legumes, ovos, sopas e pães. É essencial no caril.
• Cravo-da-índia: ajuda a aliviar sintomas da menopausa, a proteger contra aterosclerose e diminuir os níveis de colesterol.

Uso: doces, pães, marinados, assados de porco, molhos e chutney.
• Caril: é feito com até 65 tipos de especiarias diferentes. Estimulante e digestivo.

Uso: culinária indiana, arroz.
• Erva-doce: combate tontura, náuseas, infecções intestinais e estomacais.

Uso: A base da haste é usada como legume. As folhas podem ser servidas em saladas ou guarnecendo outras preparações.
• Estragão: estimulante de apetite; alivia reumatismo e artrite, regulariza a menstruação, diurético.

Uso: saladas, sopas, assados de forno, peixes, carnes, aves e molhos.
• Gengibre: antioxidante; ajuda a tratar enjoos, combater infecções, prevenir doenças cardiovasculares; é auxiliar no emagrecimento.

Uso: cru como acompanhamento, picles, molhos, doces, bolos, pães, saladas e carnes de porco.
• Hortelã: estimulante, digestiva. No Recife, o pó da folha é usado para combater parasitas intestinais (ameba e giárdia) em crianças.

Uso: chás, sucos, saladas, molhos para carnes e massas, pratos da cozinha do médio oriente.

• Louro: antioxidante, digestivo; estimula o apetite; é auxiliar no tratamento da gripe.

Uso: cozidos, assados, feijões, massas, caldos e carnes.
• Mostarda: antioxidante.

Uso: conservas, pães, assados, pickles e marinados (em grão) e carne de porco, embutidos, peixes e maionese (em pó ou pasta).
• Noz-moscada: afrodisíaca, é usada para problemas hepáticos.

Uso: doces, molhos e massas. Deve ser ralada somente na hora do uso e necessita de pequena quantidade para dar seu aroma.
• Orégãos: digestivo, antioxidante, anti bacteriano, antibiótico, analgésico, sedativo; auxiliar no tratamento de gripes, resfriados e cólicas menstruais.

Uso: molhos italianos, de tomate, ensopados, massas, sopas e espetadas (de carneiro e porco).
• Páprica: estimulantes e digestivas.

Uso: pode ser usada no lugar da pimenta seca.
• Pimentas: antioxidantes; purifica o sangue, auxilia na prevenção de doenças do coração, no tratamento da obesidade, nas dores reumáticas (compressas locais).

Uso: pratos salgados.
• Salsa: favorece o equilíbrio hormonal; é fonte rica em betacaroteno (pré vitamina A) e Vitaminas do Complexo B; alivia os sintomas da bronquite, asma, cólicas menstruais e cistite; é auxiliar no tratamento de cálculos renais e cólicas.

Uso: molhos, patês, saladas, legumes, peixes, omeletes, sopas e guisados.
• Sálvia: digestiva, antioxidante; auxiliar no tratamento de problemas de fígado, suor excessivo, ansiedade, depressão e sintomas da menopausa.

Uso: carne de boi e porco, peixes firmes, ovos, queijos e saladas.
• Tomilho: digestivo, desinfetante, anticéptico; é expectorante, limpa as vias respiratórias e o intestino.
Uso: sopas, aves, peixes, carnes, saladas, molhos, preparações a base de tomate.

texto e fonte: http://chasespeciarias.blogspot.com/2008/01/propriedades-das-especiarias.html

Ervas Medicinais

 

Todas as indicações são preventivas e agem como terapia de ajuda, sempre em casos de doenças graves tem que as ter o acompanhamento médico, mas na hora de dor de barriga é bom sabermos quais as nossas alternativas.

A Mãe Natureza proporciona ao homem uma infinidade de plantas com valores medicinais. No princípio existia apenas o conhecimento empírico. Hoje, porém, muitas pesquisas científicas comprovam as propriedades medicinais de várias plantas, comprovando (ou não) o uso popular destas plantas. É importante ressaltar que, ao contrário do que muitos imaginam, algumas plantas fazem mal à saúde e por isso não devemos fazer uso indiscriminado desta terapia. Sempre que possível, procure orientação de profissionais da área e não tome qualquer tipo de chá encontrado no mato, pois algumas espécies são muito parecidas e podem-se usar uma espécie perigosa por engano.

Preparação:
Os chás podem ser preparados por infusão ou cocção:

- Infusão: Consiste em se despejar água fervente sobre a planta e depois abafar por uns 15 minutos. Este processo é utilizado para flores, folhas e também para ervas aromáticas, pois se as fervermos as essências poderão volatilizar (perder-se pela ação do calor), causando a perda de sabor e poder medicinal do chá.

- Cocção: Consiste em se cozinhar a planta. Este processo deve ser restrito a raízes, cascas e sementes e a fervura pode variar de 3 a 15 minutos. Dosagem: A quantidade normalmente indicada é de 20 gramas de erva por litro de água ou uma colher de chá por xícara, mas esta dosagem pode variar dependendo da planta.

Posologia: Pode-se tomar várias xícaras do chá por dia, de preferência longe das refeições, a não ser que o uso do chá seja exatamente para estimular funções digestivas.

Adoçantes: Os chás geralmente não precisam ser adoçados. Em alguns casos, porém, pode-se usar o mel quando se quiser aproveitar suas propriedades medicinais (gripes, tosses, etc), mas só devemos adoçar depois de coado, quando o chá já estiver morno, nunca antes, pois o calor destrói o poder medicinal do mel.

Prazo de validade: Nunca use um chá mais de 24 horas depois de preparado, pois ele entra em processo de fermentação (mesmo mantido em geladeira). Prepare a quantidade suficiente para um dia apenas.

Tempo de uso: Recomenda-se não usar o mesmo chá por tempo prolongado, pois o nosso organismo responde cada vez menos ao tratamento. Use por um período de 30 dias e troque por outro tipo de chá, retomando o seu uso após algum tempo.

Utensílios: Evite usar utensílios de metal para fazer os chás. Embora não o notemos, eles podem causar alterações no efeito e sabor do chá. O ideal é usar recipientes de vidro, barro, louça ou esmalte.

Outros usos: Os chás, além de tomados, podem ser usados na forma de compressas, banhos, gargarejos, inalações e lavagens.

- Compressas: Compressas de chá quente aliviam dores inflamatórias e facilitam a resolução destas inflamações. Neste caso usam-se chás com propriedades anti-inflamatórias.

- Banhos: São os banhos de imersão. A água deve estar morna e o banho deve durar uns 20 minutos. O banho pode ser repetido três vezes por semana durante um mês. Após este período mudar a erva utilizada.

- Gargarejos: São recomendados para atuar na cavidade bucal e na garganta. Pode-se colocar sal de cozinha depois de coado, pois este é anti-inflamatório e anti-séptico.

- Inalações: Específico para as vias respiratórias. Ferver o chá e colocar um funil de papelão invertido sobre o recipiente, inalando o vapor.

- Lavagens: Normalmente intestinais e vaginais (corrimento).

texto e fonte: http://chasespeciarias.blogspot.com/2008/01/ervas-medicinais.html