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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Mandrágora

Oferendas de raiz de mandrágora.

Essa raiz era utilizada na confecção de amuletos de proteção e boa sorte.

Este gênero é composto por seis espécies de ervas perenes, sem caules, em formato de pequenas rosetas de folhas ovaladas, com grandes raízes bifurcadas que lembram formas humanas, distribuídas desde regiões mediterrâneas até o Himalaia. Mandragora é o antigo nome grego para a planta e pode ser uma corrupção de nam tar ira “droga masculina de Namtar” (Assíria), uma vez que a planta era reputada por curar esterilidade.
Mandragora officinarum medra em encostas rochosas na região mediterrânea. Ocasionalmente é cultivada em jardins como curiosidade. Suas flores pequenas, de coloração variando de branco a azul-esbranquiçado, aparecem ao nível do solo na primavera e são seguidas por frutos aromáticos, amarelos. O cheiro que emana é muito desagradável. Em geral, não se trata de uma planta fácil de identificar, principalmente pelo fato de a parte externa ser apenas constituída por um pequeno tufo de erva.

A Mandrágora

A Mandrágora é uma planta estranha, tanto na aparência quanto nas associações feitas de suas propriedades. A raiz bifurcada se assemelha a uma forma humana e era antigamente considerada como um afrodisíaco e cura para esterilidade. Suas propriedades narcóticas e alucinógenas foram exploradas em bruxarias e rituais de magia durante as Idades Antiga e Média. Era considerado ser fatal para uma pessoa comum desenterrar uma planta, pois os gritos agudos de sua raiz o assustaria, levando-o à morte: consequentemente era tradição amarrar a raiz a um cão para este a puxar.
Apuleio,..." no século V d.c., descreveu assim: “Em uma noite sem lua, deve-se ir ao lugar onde cresce a Mandrágora e começar a cavar com um instrumento que não seja de ferro. Quando tiverem sido descobertos os braços e as pernas, amarre-se a estas uma corda, cuja outra extremidade será fixada à coleira de um cão esfomeado. Lança-se o mais distante possível um pedaço de carne: o animal precipitar-se-á para pegá-lo e, assim fazendo, extrairá do terreno a raiz. Nesse exato momento, a planta fará ouvir seu grito terrível de angústia que pode matar o homem; no instante em que o cão a arranca, deve-se ter o cuidado de soprar ruidosamente dentro de um corno, cobrindo dessa forma o berro agonizante do vegetal, salvando a própria vida. Porém, a morte da planta exige um sacrifício: deve-se, portanto, matar o cão para não pagar a prodigiosa aquisição com a própria vida”.
Como parentes próximas, Atropa beladona, Hyoscyamus niger e muitas outras solanáceas, Mandragora officinarum contém alcaloides, é venenosa e contém um potente sedativo e analgésico. Em quantidades suficientes, estes induzem um estado de torpor e obliteração, propriedades essas que eram usadas em cirurgia antigas. Mandragora officinarum se tornou uma preparação homeopática oficial em 1877 e hoje raramente é usada para qualquer outro propósito. Mandragora officinarum não deve ser confundida com Podophyllum peltatum (mandrágora americana), uma erva medicinal usual, frequentemente também chamada simplesmente de mandrágora.
As partes usadas são as raízes. Uma erva sedativa, analgésica, que tem efeitos purgativos e eméticos. A erva era usada antigamente internamente para aliviar a dor, como afrodisíaco, e para o tratamento de desordens nervosas.

Mandrágora é citada na bíblia em Gênesis 30, 14-16:
14 Um dia, por ocasião da ceifa, Ruben saiu ao campo, e, tendo encontrado umas mandrágoras, levou-as à sua mãe Lia. Raquel disse a Lia: “Rogo-te que me dês as mandrágoras de teu filho”
15 Lia respondeu: “Já não é bastante o teres tomado meu marido, para que queiras ainda as mandrágoras do meu filho?” - “Pois bem, tornou Raquel, em troca das mandrágoras do teu filho, (permito) que ele durma contigo esta noite”
16 À noite, quando Jacó voltou do campo, Lia saiu ao seu encontro: “Vem comigo, disse-lhe ela, eu te aluguei em troca das mandrágoras do meu filho”. E Jacó dormiu com ela aquela noite.
E também em Cântico dos Cânticos (Cantares de Salomão) 17, 13-14:
13 Pela manhã iremos às vinhas, para ver se a vinha lançou rebentos, se as suas flores se abrem, se as romãzeiras estão em flor. Ali te darei as minhas carícias.
14 As mandrágoras exalam o seu perfume; temos à nossa porta frutos excelentes, novos e velhos que guardei para ti, meu bem-amado.

Pesquisa feita no Blog:http://plantasmagicas.blog.com/mandragora/

sábado, 7 de maio de 2011

A Magia da Mandrágora

* Nome científico: Mandragora officinarum L.

* Outros nomes: Maçãs-de-maio; maçã-indiana; limão-selvagem; semente-amarela; semente-de-quati; pé-de-pato; raiz-do-diabo; maçã-de-satã; homem-dragão; vela-do-diabo; luz-do-diabo; raiz-de-bruxo; planta-de-circe; anão-terra; pequeno-homem-enforcado.

* Planeta: Mercúrio

* Elemento: Terra

Mandrágoras fêmea e macho: Xilogravura do século XV

A Mandrágora é umas das plantas mais conhecidas por seu uso na magia. Por conta de seu curioso formato e das lendas que a envolvem, a planta já foi retratada na literatura e até no cinema. 

Sabe a Circe? Aquela famosa feiticeira da mitologia grega, pois é, a mandrágora era usada como ingrediente frequente em seus feitiços, poções e filtros de amor. 

No filme "Harry Potter e a Câmara Secreta" as mandrágoras da estufa de herbologia dão um escândalo quando são retiradas do solo pelos alunos de Hogwarts, mas o grito das mandrágoras tem uma explicação folclórica. 

Shakespeare, na sua clássica obra "Romeu e Julieta", fez a seguinte referência a mandrágora: "Gritavam como mandrágoras arrancadas da terra que levavam à loucura os mortais que as ouvissem"

Segundo uma lenda medieval a raiz da mandrágora era como um pequeno homem dormindo dentro da terra e, ao ser retirado de seu descanso, dava um grito tão agudo que era capaz de deixar surdo, enlouquecer e até mesmo levar alguns homens a morte. 

Com base nessa crença, foram sendo criadas várias técnicas para se retirar a mandrágora do solo sem sofrer com o grito da planta. Alguns tapavam os ouvidos, afofavam a terra ao redor da mandrágora, amarravam a planta ao pescoço de um cachorro e faziam com que o mesmo corresse, arrancando a raiz do solo. 

Escritos medievais afirmam que é mais seguro colher mandrágora durante uma sexta-feira à noite, pouco antes do nascer do sol. Depois de ser colhida alguns lavavam a raiz com vinho e a guardavam embrulhada em seda vermelha ou branca. Aos olhos dos caçadores de mandrágora, tanto trabalho para conseguir a raiz valia a pena, pois a planta possuía variados usos, tanto mágicos como medicinais.

Há muitos registros do uso mágico da mandrágora na Europa medieval. Na antiguidade a raiz da mandrágora era considerada calmante e analgésica, mas podia ser tóxica quando usada em grande quantidade, provocando alucinações tão intensas que beiravam a loucura. Também era conhecida  no passado por curar impotência sexual masculina.

A raiz é a parte mais curiosa dessa planta, pois cresce como uma batata, muitas vezes bifurcada, ganhando traços semelhantes ao de um pequeno homem. Por conta do curioso formato humano é que a fama "mágica" das mandrágoras se difundiu rapidamente. Pitágoras se referiu a mandrágora como "antropomorfa". O agrônomo romano Lúcio Columela a definiu como "semi-homem". Na ilustração abaixo, do antigo botânico e autor greco-romano Pedanio Dioscórides Anazarbel podemos ver a mandrágora representada com forma humana.

Mandrágora, de Pedanio Dioscórides Anazarbel

Outro fato curioso em relação as mandrágoras é que elas podem ser classificadas como "macho" e "Fêmea". De acordo com o antigo naturalista romano Plínio ("O Velho"), se diz que uma mandrágora é macho quando as folhas são largas, a raiz é preta por fora e branca por dentro. A raiz da fêmea é toda preta e as raízes são bifurcadas. 

Mantida em determinadas condições de calor e umidade, a raiz grossa e marrom da mandrágora pode liberar alguns gases e vapores, que às vezes eram chamados de "fogo fátuo", pois acreditava-se que era uma espécie de espírito que saía da planta. Na Idade Média as pessoas afirmavam que as mandrágoras cresciam  mais quando eram plantadas sob a forca de assassinos executados. 

No folclore anglo-saxão há registros de que a mandrágora era utilizada para expulsar demônios e também era desidratada por alguns para ser usada como amuleto de proteção. 

Na Alemanha era costume entre os camponeses talhar e cuidar muito bem das raízes de mandrágora, par usá-las em magias e advinhações. Existia uma crença de que as raízes talhadas com formas humanas responderiam aos questionamentos de seus donos, como se a planta ganhasse vida própria.

Até hoje a mandrágora é usada por magistas, principalmente em magias de proteção, aumento do poder pessoal, coragem e amor. É um poderoso concentrador fluídico e para carregá-la com seu poder pessoal, você pode deixá-la durante três dias embaixo da sua cama, no período da lua cheia. Por ser uma planta europeia, é bem complicado conseguir mandrágora no Brasil, mas existem algumas plantas que podem servir como substitutas mágicas, é o caso do gengibre e do melão-de-são-caetano.

Veja abaixo, um vídeo mostrando algumas cenas onde a Mandrágora é retratada no cinema.

http://www.youtube.com/watch?v=_zXZtf1Du5U

fonte: http://herbologiamistica.blogspot.com/