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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Equinácea

Compilado por Geni Mafra Souza (de seus estudos, conhecimentos, pesquisas e usos)


PARA ESSES TEMPOS de GRIPES e VIROSES...

A EQUINÁCEA ! Você Conhece?

A bela e curativa Equinácea

Um estudo americano divulgado a alguns anos atrás, confirmou que a equinácea, planta originária da América do Norte, é de fato um potente medicamento contra infecções virais como gripe e resfriados.
Dados da pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, mostraram que a erva pode reduzir em até 58% as chances de se contrair uma gripe, por exemplo. A planta também diminuiu o tempo de duração de um resfriado em 1,4 dia.
Os autores concluíram ainda que, se ingerida preventivamente, a equinácea pode reduzir em até 65% a incidência de infecções virais.
Previna as infecções com a Equinácea
A equinácea é um dos fitoterápicos mais estudados e utilizados do mundo. Porém, seus efeitos medicinais nunca foram totalmente aceitos pela comunidade científica. Agora, com esse novo estudo, feito a partir da análise dos resultados dos 14 maiores trabalhos sobre as propriedades terapêuticas da planta, ficou validado cientificamente o que muitos acreditavam apenas por causa da sabedoria popular.
A equinácea é realmente uma planta miraculosa, estimula e revitaliza o sistema imunitário ajudando o corpo a combater vírus e infecções, com a vantagem de ser compatível com antibióticos.





Equináceas coloridas

Existem nove tipos de equinácea, mas apenas três – a echinacea angustifolia, a purpurea e a pallida –, possuem os mesmos constituintes químicos, concentrados principalmente na raiz.Existem atualmente mais de 800 produtos (entre eles muitos remédios) à venda a base de equinácea.


Conhecendo melhor a Equinácea purpurea
Nome científico: Echinacea purpurea L. Moench
Família: Asteraceae ( mesma família das margaridas ( mais de 20.000 espécies) bem-me-quer, gérbera, crisântemos, girassóis)
Origem: América do Norte
Nomes Populares: purpúrea, flor-de-cone, púrpura, rudbéquia. Igelkopf (alemão), echinacea (francês, ingles)
Propriedades Terapêuticas: Antibacteriana, antiviral, anti-inflamatória, antibiótico, imune estimulante, anti-séptica, depurativa, fortificante, anti-herpes, antimicrobiana e até afrodisíaca!
Parte Utilizada: raízes, rizoma.

O índio cherokee conhecia a equinácea


História
Os índios americanos utilizam-na há milhares de anos para curar picadas de serpentes, dores de garganta, dores de dentes e infecções várias.
O termo “equinácea” deriva do grego que significa ouriço caixeiro, devido ao aspecto do cone central da flor.
Habitat
A Equinacea angustifolia e a Equinacea purpurea são ambas cultivadas tanto na América do Norte como do Sul, Europa, Nova Zelândia, Austrália para fins terapêuticos.
Nas regiões centrais na América do Norte ainda se pode encontrar em estado selvagem correndo grandes riscos de extinção devido ao seu uso e abuso.
Existe ainda a Equinacea pallida também com propriedades medicinais, mas menos eficaz.
Podem atingir mais de um metro de altura.
Floresce durante os meses de Verão, sendo as suas flores muito atrativas para borboletas e insetos.

Equinácea Púrpura

Utilização e Propriedades
Utiliza-se tanto as flores como as raízes, sendo estas últimas mais eficazes deixando até um certo formiguamento na língua especialmente quando tomada sob a forma de tintura.
A equinácea é um purificador do sangue, sendo portanto utilizada para curar vários tipos de doenças como:
_ problemas cutâneos, frieiras, herpes, abcessos, acne e furúnculos, mas ainda dores de garganta, gripe, amigdalites, gengivas inflamadas, congestão nasal, rinite alérgica, sinusite, problemas respiratórios, tosse, bronquite, infecções urinárias e fúngicas, asma ligeira, mordeduras e picadas.

Também para as Alergias a Equinácea

Devido às resinas que a constituem, tem ação antibiótica, anti-séptica e anti-bacteriana, estimulando a resposta do sistema imunológico aos problemas de pele e do aparelho digestivo.
Os óleos voláteis ajudam a combater espasmos e a aliviar a dor.
A inulina (um tipo de açúcar) encontrada na raiz ajuda a restabelecer o equilíbrio das bactérias intestinais.


Equináceas no Japão

 
Os flavonoides que se encontram nas folhas, fortalecem os vasos sanguíneos e dissolvem os radicais livres que são moléculas responsáveis pelo envelhecimento das células e o aparecimento de algumas doenças cardíacas.
Para tratar problemas de infecções agudas:
A equinácia é mais eficaz em forma de tintura (tomar 20 a 30 gotas ou uma ou duas colheres de chá, diluídas em muito pouca água, três ou quatro vezes por dia). Esta tintura é geralmente feita a partir da raiz da planta, e pode encontrar-se à venda em qualquer farmácia do ramo.
As tinturas administradas a crianças têm de ser muito diluídas, não são aconselhadas a grávidas nem a pessoas com problemas gástricos.
Existe ainda a equinácia em forma de cápsulas, chá ou xaropes para combater dores de garganta e tosse.

Para uso externo
Existem pasta de dentes e pomadas à base de equinácea utilizadas como cicatrizante e desinfetante de feridas e cortes; também cremes de pele muito eficazes no combate a acne.

 
Equinácea rósea

 
CUIDADOS
_ Não deve ser utilizadas por mulheres grávidas e que amamentam.
_ Usar cuidadosamente em portadores de Diabetes Mellitus pois Echinácea é muito rica em glicídeos, podendo alterar a glicemia;
_ Recomenda-se que o uso não ultrapasse oito semanas consecutivas.
_ Precaução com doentes que apresentam asma ou alergia à plantas da família da margarida (Asteraceae).


Vai um chá de Equinácea aí?

 
CONTRA INDICAÇÃO
_ Não é recomendável sua administração a pacientes com doenças autoimunes, pois pode agravar essas condições;
_ AIDS (Síndrome da Imunodeficiência adquirida): a Echinacea purpurea causa aumento da liberação de Inter leucinas e fator de necrose tumoral, que aumentam a replicação do vírus HIV. Por isso é possível que sua administração na AIDS venha a causar mais malefícios que benefícios, o que leva a maioria dos autores a contra indica-la em infecção por HIV
_ Tuberculose: devido ao seu estímulo imunológico
_ Gravidez e amamentação.
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fonte do texto e fotos: http://magiadailha.blogspot.com.br/

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Equinácea

Nome científico

Echinacea purpurea DC.

Família

Asteráceas (Compostas)

Sinonímia popular

Equinácea, echinacea.

Parte usada

Partes aéreas, raízes

Propriedades terapêuticas

Imunomoduladora; anti-inflamatória; atividades sobre as vias respiratórias; anti-infecciosa; antioxidante.

Princípios ativos

Glicosídeos do ácido fenilcarbônico, resinas, óleos essenciais, flavonoides, taninos, vitaminas.

Indicações terapêuticas

Tratamento ou prevenção de infecções do trato respiratório superior; para uso tópico, apresenta atividade bacteriostática e fungistática sobre o Trichomona vaginalis e Candida albicans; sinusi-te.

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1. Informações Complementares

a) Descrição botânica

Trata-se de uma erva perene, com altura média de meio metro. Raiz axonomorfa, talo delgado, aveludado. Folhas ásperas, lanceoladas ou lineares, opostas, inteiras, com largura entre 7,5 e 20 cm.

Inflorescência solitária sobre um pedúnculo terminal, com pétalas radiais de 3 cm de largura, nas cores rosa purpúrea ou branca e com pétalas discoides eretas, de 3 cm de largura e de cor púrpura. Florescem desde meados do verão até o princípio do outono (Gruenwald et al., 2000).

Trata-se de uma erva perene, com altura média de meio metro.

* Nomes em outros idiomas

Coneflower (inglês)

Rudbeckie (francês)

Black Sampson, niggerhead, Sampson root, purple coneflower, hedgehog,

red sunflower

b) Outras espécies

Echinacea angustifolia Moench Echinacea pallida (Nutt) Britt.

Echinacea purpurea Moench

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Echinacea pallida (Nutt) Britt.

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c) Partes utilizadas

E. purpurea: partes aéreas da planta fresca, colhidas na época da floração; ou raízes frescas ou secas, colhidas no outono.

E. angustifolia: raízes frescas ou secas coletadas na floração.

E. pallida: partes aéreas fresca e secas, colhidas na época da floração.

A equinácea precisa de três a quatro anos para que suas raízes tenham utilidade medicinal.

d)Princípios ativos

A composição química varia de uma espécie de equinácea para outra. Glicosídeos do ácido fenilcarbônico: equinaceína, cinarina e equinacosídeo (formado por glicose, ramnose, ácido cafeico e benzocatequina-etil-álcool); resinas, contendo ácidos graxos (oleico, linolênico, cerotínico e palmítico) e fitoesteróis; óleos essenciais na parte aérea: humuleno, burneol, burnil acetato, germacreno D, cariofileno, canferol; mucopolissacarídeos ou heteroglicanos: arabinose, xilose, galactose e ramnose; alcalóides pirrolizidínicos: tussilagina e isotussilagina; polissacarídeos: inulina, betaína; minerais: zinco e enxofre; equinolona; ácido chicórico (presente nas folhas e nas raízes); triterpenos; ácidos orgânicos: clorogênico e isoclorogênico; flavonóides; taninos; vitaminas: timina e riboflavina.

2. Histórico

O termo equinácea vem do grego e significa ouriço, em alusão à forma pontiaguda das brácteas. Era utilizada pelos índios nativos americanos, que a chamavam de ek-ih-nay-see-uh, para tratar ou prevenir doenças infecciosas e tumorais, e também para neutralizar os efeitos tóxicos de mordidas de serpentes ou animais venenosos. Os índios Sioux foram os primeiros que reconheceram na equinácea seu uso como antídoto contra a raiva, muito tempo antes de Pasteur.

Os nativos Meskwakis utilizavam a raiz ralada como antiespasmódico e os Cheyennes a mastigavam como parte do ritual da Dança do Sol. Nas culturas indígenas e dos primeiros colonizadores americanos, a planta era fumada para combater cefaleias (dores de cabeça), sendo sua fumaça soprada nas narinas de cavalos enraivecidos com a finalidade de acalmá-los.

Os feiticeiros lavavam as mãos com o suco de equinácea antes de mergulhá-las em água fervente. Índios da tribo winnebago utilizavam a equinácea antes de colocar um carvão em brasa na boca. A raiz mastigada era utilizada, também, para as dores de dentes, aumento de gânglios, como na caxumba e seu suco era aplicado sobre queimaduras e feridas. Foi introduzida na Inglaterra em 1.699, cujos colonos adotaram como remédio para quadros gripais e resfriados.

Em 1.890, a Lloyd Brothers tornou-se a primeira companhia norte-americana a exportar a equinácea para o mercado europeu. No final daquele século, a Farmacopéia Norte-americana considerou a tintura de equinácea um imunomodulador.

Na década de 30, Gerhard Madaus (fundador do Laboratório Dr. Madaus & Co. da Alemanha), em visita aos Estados Unidos, interessou-se pela planta e levou diversas sementes para iniciar um cultivo em seu país. As sementes adquiridas de uma empresa em Chicago eram de Echinacea purpurea Moench, razão pela qual existem inúmeros estudos desta espécie naquele país (Foster, 1999).

O gênero Echinacea, conhecida como "antibiótico natural", contendo como espécies conhecidas a Echinacea pallida (Nutt) Britt., Echinacea purpurea Moench e Echinacea angustifolia DC, é o mais estudado e utilizado como imunoestimulante. É uma planta originária da América do Norte, mas cujos maiores estudos vêm da Alemanha, país onde o uso de plantas medicinais é o maior do mundo. A Austrália também se encaixa entre os grandes consumidores de Echinacea.

Cuidado

Contra-indicações: Tem havido algumas confusões quanto às contra-indicações e aos efeitos colaterais listados nas monografias, principalmente no que diz respeito as preparações injetáveis. As contra-indicações para preparações de equinácea em casos de HIV positivo ou de SIDA, tuberculose, leucose, colagenose, esclerose múltipla, têm sido mal interpretadas ao afirmar que o uso da equinácea pode exacerbar tais condições.