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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Primavera

Estação da Primavera.

Dia 22/09 tem início a Estação da Primavera no Hemisfério Sul e recebe o nome de Primavera Austral. No Hemisfério Norte, é Primavera Boreal.

Tem início também o Equinócio de setembro. Nesse dia, o dia e a noite têm a mesma duração. E a cada dia que passa, o dia aumenta e a noite diminui.

Inspirado nesse mês está o Bougainville que também recebe o nome de Primavera e uma ave brasileira, chamada Ave Primavera.

A Estação da Primavera é consagrada à Hermes, o mensageiro dos deuses. O Verão, a Apolo, o deus solar; o Outono, a Dionísio; o deus do vinho; o Inverno, a Hefesto, o deus das artes do fogo e dos metais. A sucessão das estações marca o ritmo da vida como as etapas do nascimento, formação, maturidade e declínio.

As estações também podem ser representadas pelas artes da seguinte forma: a Primavera por um cabrito, arbusto, guirlanda de flores; o Verão por um dragão cuspindo fogo, um feixe de trigo, ou uma foice; o Outono por uma lebre, parras, cornucópias com muitas frutas; o Inverno por uma salamandra, um pato selvagem ou o fogo na lareira.

texto vem daqui: http://agendaesoterica.blogspot.com.br/2011/09/estacao-da-primavera.html

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Primavera Tempo que se Renova

No ano passado, a “moça do tempo” do Bom Dia Brasil, citou Cecília Meireles, achei bonito e coloquei no blog Caminhos Pagão. Eis um trecho:

Cecília Meireles

(Texto do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366)

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega. Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores. Há bosques de rododentros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende. Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol. Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz. Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação. Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou. Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor. Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

A Primavera em Nós

Fernando Martins

"O homem não está na natureza. Ele é da natureza". disse o médico e alquimista suíço Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheinou, mais conhecido como Paracelso, nas primeiras décadas de 1500.
Ter sempre em mente que o ser humano está intimamente ligado à natureza faz parte de uma necessária conscientização. Ao longo da história da humanidade, este alerta sempre foi dado.
No ano de 1854, o então presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce, ao fazer uma proposta de compra de terras a uma tribo indígena, recebeu como resposta do chefe dos Seatle, um dos mais belos discursos já feitos sobre a relação do homem com a natureza. Diz o pronunciamento em seu início: "Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa ideia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los? Cada pedaço dessa terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as
lembranças do homem vermelho".
Os mortos do homem branco esquecem a sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo , o cavalo , a grande águia, são nossos irmãos.
Os picos rochosos , o sulcos úmidos nas campinas , o calor do corpo do potro, e o homem – todos pertencem à mesma família." (Este texto de tão belo e profundo, passou a compor o programa para o meio ambiente da ONU.)
Esta relação torna-se mais estreita, quando nos voltamos para o oriente, onde podemos ver textos como o milenar I Ching, onde em sua lógica cósmica nos diz que o homem é um microcosmo dentro de um macrocosmo.
A própria dinâmica dos átomos que compõe as células de nosso corpo é um espelho do funcionamento do universo.
Em torno do seu núcleo, giram elétrons, assim como em torno do sol giram os planetas. E é de um gênio da física, Albert Einstein (1879-1955), a seguinte frase: "Um ser humano é uma parte do todo ao qual chamamos de Universo... Ele concebe a si mesmo, às suas ideias e sentimentos como algo separado de todo o resto. É como se fosse uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão é um tipo de prisão para nós, restringindo- se aos nossos desejos pessoais e reservando nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas de nós. Nossa tarefa deve ser libertarmo-nos dessa prisão ampliando o nosso círculo de compaixão de maneira a abranger todas as criaturas vivas e toda a natureza em sua beleza." Não é por outro motivo, que o homem identifica nos eventos da natureza, características que encontra em seu próprio comportamento. Assim o faz, por exemplo, com a mais simbólica de todas as estações: a primavera. Mais do que um evento astronômico chamado de equinócio, quando o dia e a noite se igualam na duração, a primavera é uma representação da alegria, das cores, uma celebração da explosão da vida.
Nos diz a filosofia Taoista, que tudo no universo se processa em movimentos de expansão, inércia e
retração. A primavera seria este movimento de expansão da natureza. As sementes lançadas ao solo através do amadurecimento dos frutos no outono (retração), germinam na quietude do inverno (inércia) e explodem em cores vivas na primavera.
Vemos este processo também em nosso dia a dia, a cada novo passo a ser dado na vida, quando nos concentramos para planejar (retração) para decidirmos o melhor procedimento (ação - expansão) a ser feito.
Uma estação que afeta nosso comportamento por termos nós mesmo projetados nela, sentimentos de alegria e celebração da vida.
A celebração da primavera no oriente Neste período, várias celebrações ocorrem em vários pontos do mundo, resgatando a eterna relação entre o homem e a natureza. As festividades mais marcantes são em culturas milenares como a japonesa e a chinesa.
No Japão, é a estação mais popular do país. A primavera é recebida em festa. Época de "Hanami" que
significa "ver o florescer". Originariamente surgida na era Heian (794/1185), o Hanami era uma festividade restrita à aristocracia. Sua popularização se deu durante a era Edo (1688/1704), quando as pessoas se reuniam sob as cerejeiras para comer, beber e dançar.
Uma celebração importante, em uma época dominada pelos Shoguns, senhores feudais, onde a liberdade de comportamento para a população era bastante restrita.
O Sakura Matsuri, a comemoração das cerejeiras é celebrada em todo o território japonês. A cerejeira é uma planta adorada pelo povo japonês por ser símbolo da felicidade. Contam, que os antigos samurais, ao morrer num campo de batalha, eram cobertos por pétalas de cerejeira, o que fazia seu espírito se encher de orgulho.
O sakura (cerejeira) é o símbolo nacional, pois para os japoneses, sua forma e cor refletem os ideais mais puros e simples do ser humano. Praticamente todos os arranjos florais japoneses (ikebana) contem flores, botões e ramos de cerejeira.
Na China, temos a celebração do ano novo chinês, o Festival da Primavera. O nome do Festival faz
referência ao ano novo lunar que se inicia na primavera, diferente do ano novo ocidental. O calendário gregoriano foi oficializado apenas em 1912, na fundação da República da China e o nome permaneceu
para diferenciar as duas passagens de ano. Uma noite onde as famílias se reúnem em jantares, distribuem dinheiro da sorte às crianças e esperam o amanhecer do dia acordados para dar boas vindas ao novo ano que chega. Rituais em homenagem aos antepassados também são realizados nos templos. Nesta noite, por ser a primeira lua cheia do ano chinês, são feitos os bolos de lua, com forma
arredondada e que representam a unidade familiar.
Aqui no Brasil, a primavera é uma das estações preferidas. Está associada ao romance, ao amor. Um
período bom para iniciar-se namoros. Celebrações oficiais de caráter religioso não ocorrem
neste período por aqui. O equinócio de primavera está associado à celebração cristã da Páscoa, sendo que o equinócio de primavera ocorre no mês de março no hemisfério norte, onde se originaram os festejos cristãos. Sendo assim, a celebração da ressurreição de Cristo foi desassociada do equinócio e tornou-se data fixa do mês de março, tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério sul.
Mesmo assim, podemos ver por aqui, celebrações sendo feitas por grupos esotéricos das mais diversas linhas, como os rituais de Ostara, celebrados pelos praticantes do neopaganismo em um ritual de linda alegoria. Talvez uma bela forma de celebrar a espiritualidade interagindo juntamente com a inseparável natureza da qual somos parte mas insistimos em nos afastar. Isto sem pensar naqueles que a destroem visando apenas lucros financeiros.
Mas enfim... é primavera. E como diz Beto Guedes: "quando entrar setembro, a boa nova é andar nos
campos". Caminhemos então entre o verde e as coloridas flores não nos sentindo intrusos, mas sim, relembrando Paracelso, como um elemento que faz parte deste belo quadro. Para isto, basta que despertemos a primavera em nossos espíritos.

Bela estação das flores, bela Ostara que se anuncia.

Fecha o pano.

- * -

Mito

Está chegando a nova estação, lembro-me do que para mim é o mais belo mito que explica o evento da primavera, o mito grego de Deméter e Perséfone.

Nos primórdios, Gaia, a Deusa Terra gerou Urano e este casou com a própria mãe com quem teve vários filhos. O problema é que Urano odiava os filhos e este ódio gerou uma revolta que fez com que Cronos, o Deus do Tempo, o filho mais novo de Urano, cortasse os testículos do pai para que este não mais fecundasse Gaia (da espuma de sêmen do testículo de Urano caído no mar que nasceu Afrodite, a deusa do amor).

Urano então lançou uma espécie de praga dizendo que Cronos sofreria o mesmo que Urano sofreu. E não deu outra, por conta da mania de Cronos comer todos os filhos que nasciam de sua relação com Réia, esta resolveu parir em segredo e assim nasceu Zeus, que mais tarde viria a fazer o pai Cronos tomar uma bebida que o faria vomitar todos os filhos já devorados, incluindo aí Hades e Poseidon. Estes dois, juntos com Zeus, após a luta contra o pai Cronos, viriam a dividir o mundo, ficando Poseidon (mais conhecido como Netuno romano) com o mar e a terra, Hades com os subterrâneos e Zeus com os céus e ocupando o Olimpo, lugar de onde Zeus e seus irmãos lutaram contra Cronos.

Além destes tres irmãos, outros filhos de Cronos tornaram-se deuses importantes, como Deméter, a deusa mãe, a deusa da fertilidade. Era ela responsável pela fertilidade da terra e consequentemente, a alimentação da humanidade. Deméter teve uma filha com Zeus, Core, que certo dia, passeando pelos prados, chamou a atenção de Hades, seu tio e que encantado com a jovem, resolveu raptá-la para fazer dela sua esposa. Helio, o deus sol que tudo vê, percebe e vai até Deméter contar o que ocorreu.

Deméter vai falar com Zeus, irmão de Hades e pai de Core sobre o ocorrido e este faz que não é com ele, daí que Deméter entristecida, simplesmente abandona seu destino de semear e fertilizar a terra para vagar pelo mundo tal qual uma mendiga. Sem o poder de Deméter, a terra fica estéril, o solo não dá mais frutos e Zeus se desespera pois, e somente os gregos para terem esta interpretação no próprio mito, se a terra tornar-se eternamente estéril, os humanos morreriam e morrendo os humanos, morreriam os deuses.

Daí que Zeus vai até Hades, negociar a liberdade de Core mas esta, já havia comido as sementes de romã oferecidas por Hades, sementes estas que tinham o poder de fazer Core se apaixonar por Hades e tornar-se Perséfone, que reinaria com o esposo Hades nos subterrâneos. Sem saída, Zeus tenta e acaba conseguindo um acordo com Hades, durante um período no ano, Perséfone voltaria a superfície para ficar ao lado da mãe e no outro, desceria para ficar ao lado de Hades.

Aceito o acordo, nasceu a primavera, que é exatamente o período em que Perséfone volta do reino dos subterrâneos para ficar ao lado da mãe e a deusa Deméter, enche o mundo de flores para celebrar sua felicidade. E assim segue o verão até o outono, quando após os frutos, o inverno chega e que é o período que Perséfone desce ao mundo subterrâneo para ficar ao lado do marido Hades.

Um belo mito cheio de significados e passível de várias interpretações com análise arquetípica de cada um dos deuses envolvidos. Para mim sem dúvida, um dos mais belos mitos gregos.

Paz, Luz e bela Primavera. Um belo período de Ostara.

Fernando Martins

Equinócio da Primavera

Publicado em: 21 de setembro de 2010 Nesta quinta-feira às 00h10min, com o Equinócio da Primavera, o Sol ingressa no signo de Libra. O dia e a noite têm exatamente a mesma duração, com 12 horas para cada um, e a nova estação tem início.

Trata-se de um fenômeno que ocorre duas vezes por ano. Em março, quando começa o Outono, e em setembro, quando chega a Primavera. Ambas as palavras originam-se do latim: Equinócio (aequus=igual; nox=noite) e Primavera (primo=começo; vere=verão).

Durante os equinócios, a duração do dia e da noite é a mesma porque é quando o Sol, com exatidão, nasce no Leste e se põe no Oeste. Após esse momento, temos a impressão de que Astro-Rei vai gradativamente se afastando desses dois pontos cardeais para, na medida em que o equinócio seguinte estiver se aproximando, ele retorne aos poucos.

Como a Primavera marca uma fase de renascimento da Natureza pelo fim do período de hibernação e recolhimento que caracteriza o Inverno, essa passagem sempre foi vista como a transição de um tempo de trevas para um tempo de luzes. Ela é, realmente, um momento especial do ciclo das estações. É muito bom sair para desfrutar o mundo lá fora; tudo à nossa volta tende a ficar mais agradável: o canto dos passarinhos, as flores que desabrocham tornando o ambiente mais bonito e perfumado, as cores que ficam muito mais vivas, os passeios que ficam mais alegres e divertidos... Há, de fato, mais poesia nos corações mandando para longe a melancolia tradicionalmente associada ao Inverno.

Ocorre uma inversão: a abundância de luz e energia solar abandona o hemisfério norte e se dirige ao hemisfério sul, fazendo com que aqui as pessoas se tornem mais receptivas para o mundo exterior e, consequentemente, umas com as outras. Ao ingressar em Libra, o Sol dá início a um período regido por Vênus em que os relacionamentos, o convívio, a harmonia, o senso estético e o bom gosto passam a ser mais privilegiados. Os três meses da Primavera compreendem os signos de Libra, Escorpião e Sagitário, os quais têm entre os seus predicados o acasalamento, a cópula e a capacidade de desfrutar mais livremente a rua e os ambientes.

Não à toa, Libra traz a chegada da estação romântica. É natural que as pessoas se embelezem mais e se busquem entre si. Este é um signo que reparte o Zodíaco em duas metades: a primeira, que vai de Áries a Virgem, marca o desenvolvimento do indivíduo, ao passo que a sequência de Libra a Peixes simboliza o desenvolvimento de sua socialização. Libra é união. Constituído o indivíduo, ele precisa relacionar-se efetivamente, ter mais contatos que os vínculos familiares e vicinais de Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. Em Libra ele vai encontrar pessoas de outras origens e ambientes.

Justamente por possuir esse atributo de mediação entre duas partes, Libra é o único dos signos que não é representado por seres humanos ou animais: trata-se de uma Balança. Numa busca constante por equilíbrio em seus relacionamentos e em suas atitudes, Libra prima pelo desejo de perfeição e harmonia.

Para os librianos, a idealização da imparcialidade e uma apreciação estética de natureza mais refinada são indispensáveis para conviver com as pessoas e os ambientes que os cercam. A necessidade de colaboração e concordância é essencial para este signo. São diplomatas natos, mediadores, facilitadores. Por outro lado, quando têm de fazer algo totalmente sozinhos, podem sentir insegurança e uma certa dificuldade em decidir.

Em algumas ocasiões, os librianos são criticados por precisarem muito dos outros e pela falta de profundidade que a preocupação com a aparência pode trazer. É que eles têm uma visão das coisas mais abstrata, como todos aqueles que nasceram em signos do elemento Ar. Contudo, nem sempre aquilo que idealizamos tem lugar na vida real. Os pontos fracos de Libra são a indecisão na busca da solução sempre perfeita, excesso de diplomacia em situações que peçam mais firmeza, a preocupação com o que os outros pensam e a dificuldade em dizer não.

A principal lição que este signo vem trazer é a descoberta de que precisamos uns dos outros tanto mais as nossas vidas se entrelacem. E que a harmonia, a beleza, o equilíbrio e a justiça são as chaves-mestras do convívio. Áries aqui tem muito a aprender - principalmente aqueles mais agressivos -, posto que são signos complementares. E Libra, também tem muito a aprender com Áries, pela sua assertividade e coragem.

Com a segunda metade do Zodíaco, inicia-se então o entendimento dos dualismos complementares. É hora de somar e repartir. É hora de viver mais em companhia dos outros. É a chance do encontro. Libra exige a resolução da busca por nosso complemento, ensina como criar e manter o equilíbrio em uma forma estética. Quando isso ocorre, tudo que é exterior ao indivíduo pode se harmonizar com a sua vida e vice-versa. E as relações e associações conseguem desabrochar.

Agora sabemos um pouco mais porque a Primavera é um momento tão especial: é que ela espelha uma condição de beleza e harmonia envolvendo a Natureza e todas as criaturas que nela tomam parte. Dia e noite em equilíbrio, convém nos afeiçoarmos a este espírito!

Dimitri Camiloto Biografia: Dimitri Camiloto é astrólogo do Estrela Guia.

foto: internet

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Primavera

As crenças chinesas para você se proteger e aproveitar essa estação!

Texto: Mirhyam Conde Canto

Depois que passamos pela quietude e introspecção que o inverno nos sugere, aos pouquinhos o sol aparece com seu brilho mais consistente, seu calor aquece os nossos corações gelados e a primavera vai se aproximando passo a passo.

Ela traz de volta o canto dos pássaros, sua disposição e faz brotar em nós o sentimento de renovação!
É a fase do ano onde a natureza mostra seus brotos mais tenros, que despertam do solo onde ficaram adormecidos durante o inverno. É época de florescer as esperanças, de encontrar o parceiro e de mãos dadas sonhar com o futuro.

A energia da primavera é comandada pelos ventos que varrem a lassidão para bem longe e nos faz arregaçar as mangas e ir com passos resolutos ao encontro de nossa felicidade.

É o período de celebrar as mudanças de nosso corpo, pois nessa estação do ano ficamos mais ativos, dormimos menos, comemos menos e gastamos mais tempo ao ar livre. Época do amor, de promessas e de decisões, pois a Terra e a natureza despertam para uma nova vida. Assim, esse é o momento de plantar e cultivarmos nossas sementes (metas e objetivos).

A primavera é a fase da criação. O vento bate espalhando as sementes na terra preparada pelo inverno, dando origem às novas vidas. Neste momento tudo está pronto para se desenvolver; depois de uma boa noite de sono podemos acordar e compartilhar do florescer da natureza, é a fase de selecionar a energia do corpo e viabilizá-la de dentro para fora.

Quando estamos em equilíbrio com os ciclos da natureza, neste período do ano "floresce" dentro de nós um contentamento e vontade de transformar nossa realidade em algo melhor!

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), o elemento regente dessa época é a madeira. Esse elemento representa a geração de uma nova vida - o período de gestação e os primeiros 9 meses de vida do ser humano. Representa também a criatividade e a capacidade de mudar!

Toda vida vegetal começa com uma semente no interior da terra, que após um período de interiorização, surge como um broto ávido de luz, espaço e ar para se tornar uma muda e depois uma árvore.

Para que todas essas transformações aconteçam é necessária flexibilidade para a mudança!

A sabedoria ancestral chinesa recomenda...

Aceitar tudo que vier da criação:
É tempo de não julgar, de tentar desnudar o preconceito, como fazem as crianças em sua pureza. É tempo de aceitar o outro e despir-se do olhar crítico.

A criação é parte da primavera, que faz germinar, renovar. É tempo de criar, e a arte pode ser uma bela expressão de comunhão com o sentimento de primavera. Criar uma música, um bordado, uma pintura, uma dança, por exemplo, faz com que nos aproximemos de nossas essências.

Dar e não tomar a força:
Exercitar a generosidade nos dá a sensação de limpeza da alma, nos refresca, como a brisa, como um belo banho.

Recompensar e não punir:
Dentro do exercício da generosidade, recompensar as belas atitudes, recompensar também com afeto o trabalho dos empregados, refletir antes de usar palavras ou atitudes duras de repreensão; observar o olhar daquele que errou.

Em nosso metabolismo, os órgãos que mais atuam nessa relação de irromper a energia concentrada, controlando várias substâncias e regendo o metabolismo, são o fígado e a vesícula biliar (que assessora o fígado) agindo nas decisões dentro do processo de seleção (secreção da bile).

Esta força do irromper se caracteriza na energia do impulso, da vontade de agir, e o descontrole desta energia pode levar a pessoa ao excesso Yang - da ira, da cólera -, que indica a falta de flexibilidade e capacidade de criar, de gerar uma nova situação.

Utilize essa energia positivamente, alavancando seus projetos ao invés de desperdiçá-la ficando irritado com pessoas ou situações!

E tome muito cuidado, pois se a cólera se mantém interna numa atitude YIN - de introspecção -, prolifera por dentro enquanto a pessoa se mostra simpática por fora, gerando aumento da pressão arterial, gastrites e enxaquecas.

Os músculos e tendões estão relacionados com o movimento do nosso corpo e, por essa razão, são correlacionados com o elemento madeira, portanto nessa época do ano estamos mais propensos à cãibras, contraturas, estiramentos, etc.

O que comer

Após a "comilança" de alimentos calóricos no inverno, o fígado precisa descansar na primavera. Para não importunar o sistema regido pelo fígado e vesícula, é importante evitar ingerir alimentos fortes e misturas que deem muito trabalho para serem metabolizadas.
É a hora de alimentos mais leves! As hortaliças cruas, principalmente as de folhas verde escuras como espinafre, agrião, rúcula, almeirão e escarola e os brotos são bem-vindos!

As frutas, principalmente as vermelhas como morangos, melancias, amoras, tonificam esses órgãos e devem ser consumidas diariamente.

Faça uso das carnes brancas de aves e peixes. Consuma cereais integrais: arroz integral, milho, massa integral, aveia, trigo, germe de trigo, raízes e tubérculos: inhame, batatas (todos os tipos), cenoura crua, beterraba ralada, nabo.

Utilize os temperos: limão, azeite extravirgem, salsa, cebolinha e hortelã. E tome os chás de boldo, carqueja, capim-limão e hortelã. Experimente fazer um suco com hortaliças ou de frutas com hortelã e sinta a sensação de renovação e de desintoxicação que proporciona!

Evite frituras, doces, alimentos fortes e gordurosos, bebidas alcoólicas e carne bovina.

A característica climática é o vento! E na MTC o pior vilão é o vento perverso com mudanças repentinas de temperatura. Então, proteja-se!

Na nuca possuímos pontos de acupuntura denominados "portões dos ventos", assim, essa região deve sempre estar protegida de uma possível "invasão indesejada" do vento perverso! Faça uso de cachecol, echarpes, etc. Você ficará protegido e com muito estilo! Não se exponha, com os cabelos molhados! (Pareço uma avó falando! Mas os antigos sabiam intuitivamente daquilo que hoje vamos estudar.)

Ao voltar pra casa, após tomar uma "friagem" tome um banho quente ou faça escalda-pés, para que esse esfriamento não acarrete problemas de saúde.

Recepcione a primavera com seu coração aberto a um novo florescer! Saia e passeie em contato com a mãe-natureza. Faça novos amigos. Coloque flores em sua casa e em sua vida! Seja feliz e tenha gratidão por tudo.

Saiba as crenças chinesas para se proteger e aproveitar essa estação ao máximo!

Mirhyam Conde Canto é terapeuta holística. Blogs:www.mirhyamcanto.blogspot.com e espacodluzepaz.blogspot.com.